Padre preso por estupro é acusado de dar bebidas alcoólicas a casal de coroinhas antes do crime
Padre é preso suspeito de estupro de vulnerável O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso suspeito de estupro de vulnerável em Praia Grande, no lit...
Padre é preso suspeito de estupro de vulnerável O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso suspeito de estupro de vulnerável em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após oferecer bebidas alcoólicas a um casal de coroinhas e cometer o crime contra uma jovem de 19 anos. As informações constam em boletim de ocorrência, obtido pelo g1 neste domingo (6). Segundo o documento, a jovem e o namorado, de 18 anos, frequentavam uma igreja onde o padre atuava havia aproximadamente três meses. De acordo com o relato, o casal passou a acompanhá-lo em missas realizadas em outras igrejas e também era convidado para ir à casa dele. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Ainda conforme o registro, a mulher afirmou que Jucelino costumava oferecer bebidas alcoólicas e insistia para que eles consumissem álcool, mesmo depois de ela dizer que tinha problemas com a bebida. Os nomes dos jovens, que são maiores de idade, não serão divulgados. Em nota, o advogado João Paulo Silva Rocha, que representa o padre Jucelino, afirmou que a prisão possui "natureza temporária e exclusivamente cautelar", acrescentando que a medida "não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada" (veja o posicionamento completo adiante). O padre Jucelino de Oliveira foi preso pela DDM de Praia Grande Redes sociais e Reprodução Relato da jovem Segundo o depoimento da jovem, em uma ocasião na casa do padre, ele deu um abraço no casal e, durante o gesto, encostou a genitália na perna dela. Em seguida, quando o namorado estava com a cabeça abaixada e aparentava estar sonolento após consumir bebida alcoólica, o homem se aproximou novamente e colocou as mãos por dentro da blusa e do sutiã dela. De acordo com o relato, após o episódio, o padre pediu que os dois fossem para um quarto descansar. Mais tarde, ele chamou a jovem para voltar a beber com ele, mas ela recusou. A mulher alegou também que, em outras ocasiões, o religioso ofereceu presentes e ajuda financeira, como pagar a carteira de motorista dela e comprar materiais para que ela pudesse abrir um salão de beleza. Ela afirmou ainda que o padre chegou a sugerir que o casal morasse na casa dele. Prisão Jucelino foi preso na noite de sexta-feira (4), após a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande cumprir um mandado expedido pela Justiça. Além da prisão, a Justiça determinou medidas cautelares para proteção das vítimas, incluindo proibição de aproximação a menos de 300 metros, de contato por qualquer meio e de frequentar locais regularmente frequentados por elas. Atuação do padre O padre Jucelino de Oliveira atua em Praia Grande Polícia Civil e Redes sociais O padre Jucelino administra a Casa Pime, espaço em Praia Grande voltado para retiros, convivência, descanso e lazer relacionado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime), instituto missionário nascido na Itália. Ele celebra missas na capela São João Batista, que fica no bairro Solemar, e na igreja Nossa Senhora Auxiliadora, localizada no bairro Jardim Imperador. Em nota, a Diocese de Santos afirmou que tomou conhecimento do cumprimento do mandado e que confia no trabalho da Justiça para o esclarecimento dos fatos. "Reafirmamos que as providências canônicas cabíveis serão tomadas", complementou. Defesa Veja o posicionamento da defesa do padre na íntegra: "A defesa técnica do Padre Jucelino de Oliveira informa que a prisão cumprida na noite de sexta-feira possui natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. A medida não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado. Até o momento, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas, prosseguindo a defesa na adoção das providências judiciais cabíveis. O Padre Jucelino cumpriu a ordem judicial sem resistência e permanecerá à disposição das autoridades. A defesa manifesta absoluto respeito a todas as pessoas envolvidas, sem distinção, e confia que os fatos serão apurados com rigor, serenidade e observância das garantias legais. Solicita-se, portanto, responsabilidade na divulgação das informações, preservando-se a dignidade dos envolvidos, a presunção de inocência e evitando-se qualquer forma de prejulgamento público." VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região